quinta-feira, 12 de março de 2015

SUPER COLETE ELÉTRICO: O SEGREDO DE BOLT, BENZEMA E DA SELEÇÃO ALEMÃ DE FUTEBOL

Máquina vira moda na Espanha e ganha notoriedade depois de post de atacante francês do Real Madrid. São tempos modernos. A tecnologia tem mais importância no desenvolvimento do esporte e na transformação de atletas em praticamente super-heróis. Sair na frente e descobrir uma novidade antes dos outros pode até ser vantagem na hora de subir no pódio. 

 
Na Espanha, a moda do momento no mundo fitness é o colete eletroestimulante, que ganhou grande visibilidade após o atacante Benzema, do Real Madrid, postar uma foto o utilizando. Neste competitivo mundo, é de praxe tentar até manter segredo quanto à utilização de novas tecnologias ou formas de recuperação. Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal, do tênis, utilizam uma esteira criada pela Nasa, por exemplo, mas nunca apareceram em fotos com o "brinquedo". O colete, no entanto, passou por um "boom" nos últimos dois anos e começou a aparecer conforme virou o queridinho de atletas como Usain Bolt e do departamento médico do Bayern de Munique que o utiliza com todos os seus atletas. 

O equipamento tem influenciado nos tempos do homem mais rápido do Mundo, ajuda os alemães que fizeram a base da seleção campeã da Copa do Mundo e ganharam do Brasil de 7 a 1, e colabora com a boa fase de Benzema no setor ofensivo do Real. A máquina completa, que envolve parte de membros superiores e inferiores, e um controle de intensidade de carga elétrica para cada músculo, custa em torno de R$ 50 mil - e não é o tipo de instrumento que pode ser comprado e utilizado sozinho, sem o acompanhamento de um especialista. 
 
 
Embora o objetivo inicial fosse ser um instrumento caseiro, para fins terapêuticos e tratamento de celulite, e depois tenha se descoberto o potencial com atletas de ponta. Tudo se baseia no processo elétrico do corpo, e o colete tem a função de acelerá-lo. Quando você faz exercícios na academia, a comunicação entre músculos e cérebro já é um processo de geração de energia. Entretanto, em uma atividade de uma hora e meia a duas horas, mesmo de um atleta de ponta, consegue-se utilizar no máximo 50% da capacidade das fibras musculares. A utilização do colete faz com que a eletricidade penetre no restante e faça com que uma capacidade de até 90% seja alcançada. 

Como isso funciona? Por choques elétricos. Não são choques fortes, mas a sensação pode chegar a ser um pouco desconfortável em uma primeira experiência, como encostar em um fio mal encapado. A regulação da intensidade disso varia de acordo com o nível do atleta, seja iniciante ou de elite. A roupa é molhada e o colete, extremamente apertado para otimizar a condução da corrente elétrica. A cada quatro segundos, a pessoa recebe uma descarga em seus músculos. 
 
 
- O que surpreendeu Benzema e Usain Bolt é que, mesmo sendo atletas de alto nível, puderam ainda assim melhorar o rendimento com o colete. Isso é o que chama atenção. E não ajudamos só eles, já atendemos desde atletas de MMA até os de golfe. Cada modalidade recebe um trabalho específico - explica Francis Borrell. - Um jogador de futebol, que trabalha muito as pernas diariamente recebe atenção maior nos membros inferiores. Um lutador de MMA faz exercícios para desenvolver elasticidade, reflexo, e força máxima. Assim atendemos a todos em altos níveis de exigência - compara David Estruc. 

Democrático, intenso e prático. Os treinos com o colete são tão fortes que, mesmo para atletas profissionais, são realizados apenas duas vezes por semana, e por um período de 20 minutos. Embora não pareça um exercício tão forte, o estímulo enviado ao cérebro é de uma prática muito mais potencializada, que traz resultados maiores. A rapidez é outro atrativo para clientes, desde não atletas, que possuem pouco tempo de intervalo, a jogadores como Benzema, que possuem agenda apertada. Por isso, o recente "boom" na utilização. - É importante lembrar que não se trata de uma máquina mágica. Ela pode deixar sua vida e seu corpo melhores, mas é um complemento. Você deve misturá-la com uma padrão de vida saudável, alimentação regular, e intercalar com a prática de outros esportes, seja qual for o seu favorito, a corrida ou o futebol - ressalta Estruc.
 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NO PRÓXIMO SÁBADO SERÁ O RETORNO DE ANDERSON SILVA AO UFC, SAIBA COMO ESTÁ SENDO SUA PREPARAÇÃO.
Por Evelyn Rodrigues 

Ex-campeão dos médios do UFC, Anderson Silva recebeu a imprensa em sua academia, em Los Angeles, para falar sobre o seu retorno ao octógono. O brasileiro enfrenta o americano Nick Diaz na luta principal do UFC 183, no dia 31 de janeiro, em Las Vegas. O evento marca também a 40ª luta da carreira de Spider, que ficou mais de um ano afastado do esporte desde que fraturou a tíbia e a fíbula, no duelo contra Chris Weidman, em dezembro de 2013. Em uma conversa bem-humorada, Anderson cantou, imitou seu empresário e até chamou o lutador Khalil Rountree, um de seus parceiros de treino, para acompanhá-lo na entrevista. 
 
 
Um dos tópicos mais repetidos nas perguntas dos jornalistas foi a sua rápida recuperação, que surpreendeu até mesmo os especialistas. Mas "Aranha" diz que sempre soube que daria a volta por cima, mesmo nos momentos de dúvida: 
- Eu sempre tive vontade, na minha cabeça, de voltar. E a minha cabeça sempre foi muito boa com essa coisa de voltar. As pessoas que tiveram comigo durante todo esse tempo, entenderam a importância do que tinha na minha cabeça para que eu pudesse voltar. Em nenhum momento eu fiquei com aquela coisa de: “Ah, não vou voltar! Não quero mais!”. Quando eu quebrei a perna, nos primeiros momentos ali da dor e tal, eu fiquei preocupado. Mas, depois, logo em seguida, falei: “Não, eu vou voltar”. E agora eu quero chutar mais ainda! - declarou. 

Spider também relembrou como foi o momento em que teve certeza de que se recuperaria 100%: - Eu estava aqui, em Los Angeles, fazendo toda a fisioterapia, indo todo dia com o Joinha (Jorge Guimarães), com o Ed (Soares), com o Guto, eu mal em casa…eles íam lá e me pegavam (…) Aí eu comecei a treinar, continuei treinando e fui para o Brasil. Eu cheguei lá na sexta-feira, descansei sábado e domingo e, na segunda-feira, eu apareci na academia. O Rogerão (Rogério Camões) estava dando um treino e tem um balcão grande onde a galera faz salto, acho que tem 1,20 metros mais ou menos, e a galera estava pulando. Aí eu falei: “Pô, mestre deixa eu tentar pular?”. E ele perguntou: “Tem certeza?” e eu disse que queria tentar. Quando eu pulei, ele falou: “Pode parar. Amanhã você volta a treinar, porque sua perna já está boa”. 
 
 
Então eu comecei a agachar e a fazer tudo normal e, daí em diante, senti que a perna já estava boa. Tive uma certa dificuldade, porque a perna estava mais fraca do que a outra, então eu tive que dar mais ênfase na perna que machucou, para ficar mais forte. Mas voltou tudo ao normal, está até melhor agora. O lutador revelou que, depois que voltou a usar a perna lesionada, não queria mais parar. Segundo ele, seus sparrings e companheiros de treino tiveram que intervir para que ele parasse de chutar tanto. - O tempo todo eu fiquei super tranquilo com relação à perna. A galera até pedia para eu dar uma aliviada, porque de tanto que eu não chutava, eu comecei a chutar demais com a perna. 
 
 
A galera falava: “Cara, você tem outras coisas para usar, não precisa ficar chutando”. E eu dizia: “Não, mas está legal! Estou conseguindo chutar bem”. Mas, está tudo certo, tudo bem graças a Deus. Quando o assunto foi o adversário do próximo sábado, Spider mostrou respeito e elogiou os pontos fortes do atleta. Questionado sobre o fato de Nick Diaz ter dito que se achava superior na trocação, o brasileiro demonstrou confiança em suas próprias mãos: - Eu acho que o Nick tem um bom boxe, mas a gente vai lutar MMA, né? Ele tem as mãos perigosas, eu também tenho, e vai ser uma luta dura para os dois - finalizou

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TREINAMENTO: Volume x Intensidade

Dentro de qualquer atividade física realizada no treinamento esportivo estão presentes as variáveis intensidade e volume, sendo que a relação entre elas nos permite definir a carga contida na atividade ou sessão de treinamento. A partir da informação oferecida por este dado se torna possível definir se os objetivos da sessão foram atingidos ou não, além de definir valores e características para a próxima atividade a ser realizada dentro da periodização.

A intensidade e o volume são inversamente proporcionais, por isso sempre os valores destas variáveis estarão sendo opostos, se a intensidade é alta, provavelmente o volume é baixo sendo que o mesmo vale se invertêssemos os valores. Geralmente o volume nas sessões de treinamento, costumam corresponder ao que a modalidade específica exige, no caso do futsal, não são necessárias sessões acima de 40 a 50 min. Já a intensidade deve ser bem alta, respeitando a especificidade de cada jogador e ainda suas individualidades físicas avaliadas pelos testes de campo e clínicos. No futsal por exigir intensas e rápidas ações com intervalos de recuperação não definidos, a frequência cardíaca e Borg devem ser elevados.

Para a utilização e construção do gráfico que utilizamos nos treinamentos da equipe, utilizamos o BORG como referência para a intensidade e o tempo de treinamento para o volume, ao se multiplicar os valores se têm o valor absoluto da carga aplicada no dia. Com isso temos uma ótima noção de quanto devemos aplicar de volume e intensidade nos treinamentos durante a semana, garantindo assim períodos de recuperação para os atletas realizarem a supercompensação. 
 
 
Porém é necessário grande atenção, sobre quais variáveis se procura obter desenvolvimento positivo ou uma manutenção, pois através de trabalhos com volumes maiores a resistência passa a ser prioridade e atividades que buscam altas intensidades priorizam variáveis como: potência, velocidade e agilidade.

Ao se atribuir a relação entre o volume e a intensidade dificilmente, as atividades que serão realizadas durante toda a temporada não sairão do controle proposto pelo planejamento, assim favorecendo ao máximo, o controle de ganhos e manutenções das diversas valências presentes no organismo do atleta e do grupo de jogadores como um todo.
 
 
 Por David Cardoso - Fisiologista