domingo, 15 de abril de 2012

Cientistas brasileiros criam teste para encontrar crianças que podem ser atletas olímpicos


Jovens atletas participam das Olimpíadas Escolares, que também servem para seleção de talentos
 
 
 
Pesquisas científicas apontam que quatro de cada dez crianças têm características físicas para ser atleta. Desse grupo, entretanto, só uma de cada cem acaba virando um esportista de ponta, candidato a medalha olímpica.

Encontrar esse “escolhido” é como achar uma agulha dentro de um palheiro. Além de corpo adequado ao esporte, o atleta de elite reúne características genéticas, psicológicas e sociais difíceis de se identificar, mas que acabam diferenciando-o dos demais.


COMO FUNCIONA O TESTE

Avaliação biométrica Peso, altura, envergadura e índice de massa corpórea (IMC)

Avaliação físico-motora Força, agilidade, destreza, equilíbrio, coordenação, controle viso-motor

Avaliação psicológica Autoconceito, superação, motivação, determinação e comprometimento

Avaliação ambiental Ambiente, escolaridade e índice de desenvolvimento humano (IDH)

Avaliação genética Exames de DNA para detecção de características favoráveis



Apesar de toda essa complexidade, um grupo de cientistas brasileiros vem tentando decifrar o quebra-cabeças que forma um medalhista. Baseados em pesquisas, eles elaboraram um método para encontrar em crianças e jovens as características de um campeão. Agora, querem usá-lo para ajudar na montagem da equipe brasileira já para a Olimpíada do Rio, em 2016.

O método brasileiro para identificação de potenciais atletas de elite é o DTE (Detecção de Talentos Esportivos). Ele foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e outras instituições de ensino. Também colaboram ONGs e técnicos da seleção brasileira de atletismo, como Antônio Carlos Gomes, que acompanha Jadel Gregório, do salto triplo.

O DTE consiste em uma bateria 80 testes, divididos em cinco categorias: físico-motor, biométrico, psicológico, ambiental e genético. Paulo Roberto Ribas, um dos pesquisadores envolvidos na iniciativa, explicou ao UOL que todo o processo dura até um ano. “Fazemos uma avaliação completa das crianças, transformamos o perfil delas em números e jogamos em uma tabela com estatísticas”, disse ele.

A partir disso, crianças e jovens entre 8 e 18 anos têm sua aptidão esportiva detectada e podem ser encaminhadas diretamente para um treinamento específico da modalidade que mais se adequem: ginástica, esportes individuais (natação, atletismo etc); esportes coletivos (futebol e vôlei, por exemplo) ou lutas.


DO QUE É FEITO UM ATLETA

40% Genética Fatores biológicos que determinam características favoráveis ao esporte

30% Psicológico Capacidade de dedicação aos treinos e de suportar a pressão por resultados

20% Ambiente Condição para poder se dedicar aos treinos e ter uma alimentação correta

10% Outros fatores Fatores não controláveis que podem determinar o futuro de um atleta (lesão, casamento etc.)



“Fazemos um teste para ver se uma criança tem o que chamamos fibras musculares rápidas, boas para o atletismo”, exemplificou Ribas. “Se ela tem, verificamos se tem um psicológico adequado para treinamento intensivo. Assim, chegamos a um perfil ideal.”

O pesquisador disse que o resultado dos testes não garantem que todos os aprovados serão atletas olímpicos. Variáveis que não podem ser medidas também influenciam nisso.

Entretanto ele diz que o teste dá um direcionamento para as crianças e jovens. Também identifica possíveis deficiências que podem ser sanadas. “Reduzimos o desperdício de talentos”, afirmou.

Ribas e outros pesquisadores, agora, tentam disseminar a metodologia e levá-la a possíveis celeiros de novos atletas. Para isso, montaram um projeto, o Brasil Rumo a 2016, e estão fazendo parcerias com governos e prefeituras para fazer testes com crianças em escolas públicas e centros esportivos.

O projeto tem o apoio de astros do esporte como o atacante Adriano, que gravou um vídeo para o projeto. Também já conseguiu uma parceria com a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo. A partir de maio, ele começa a avaliar 27 mil crianças da capital paulista.

A meta do Brasil Rumo a 2016 é avaliar 300 mil crianças e jovens. Dessas avaliações, quem sabe, ele pode encontrar um membro da equipe brasileira na Olimpíada do Rio.

 
 
Vinicius Konchinski

Do UOL, no Rio de Janeiro



sábado, 14 de abril de 2012

Morosini, Livorno, morre depois de desmaiar no meio do jogo

 
Atleta sofreu um ataque cardiaco diante do Pescara


Morosini Piermario sofreu um ataque cardíaco durante a partida entre Livorno e Pescara e morreu horas depois em um hospital próximo. Serviços médicos tiveram que fazer uma massagem cardíaca externa em campo e foi levado de ambulância para o hospital mais próximo. Vários de seus companheiro Livorno deixou o campo em lágrimas. A Série B encontro entre Livorno e Pescara foi suspenso depois do que aconteceu com Morosini.

Houve momentos em campo muito complicado de jogar no palco do Pescara. Conforme relatado pelo jornal La Gazzetta dello Sport ', Morosini, 25,no momento do mal súbito, Morosini estava distante da bola, e caiu sozinho no gramado perto da área de sua equipe. Tentou levantar-se em duas ocasiões, mas teve de ser tratado por médicos de Livorno. A partida foi suspensa imediatamente. O jogador chegou ao hospital com parada cardíaca e depois de estar em terapia intensiva e em coma, morreu pouco depois de 17h00.

Morosini veio para jogar no Livorno este ano graças a uma atribuição por parte do Udinese, clube da Primeira Divisão (Serie A) da Liga Italiana. Esta temporada é emprestado ao Livorno, mas pertence à Udinese. Ele foi com os escalões mais baixos da italiana.



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Marca tv

quinta-feira, 29 de março de 2012

O perigo das lesões do esporte nas crianças

A prática excessiva de atividade física provoca fraturas, lesões de cartilagem e outras complicações. Saiba como evitar problemas

Luciani Gomes

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DIVIDIDA
Renier faz judô. Mas quebrou o braço em uma jogada no treino de futebol

O carioca Renier Mamede Pina, 8 anos, faz judô há quatro e nunca tinha quebrado um dedo sequer. Em novembro do ano passado, resolveu expandir suas habilidades e foi para uma escolinha de futebol. Mas já nos primeiros passes ele entrou em uma bola dividida, caiu de mau jeito e quebrou o braço. Renier não é exceção, é regra: o risco de lesão é inerente a crianças que praticam atividades esportivas. 

A questão é que, com o aumento do número de meninos e meninas que praticam esportes regularmente – já que a maioria dos pais reconhece as vantagens da atividade física –, o registro de lesões sérias em crianças também tem crescido. “Há 15 anos, por exemplo, não tínhamos tantos menores com lesões de ligamento”, afirma o médico Moisés Cohen, professor da Universidade Federal de São Paulo. Trata-se de um fenômeno mundial. Segundo um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, dos cerca de 38 milhões de crianças e adolescentes americanos de até 14 anos que praticam esportes, 3,5 milhões recebem tratamento médico, por ano, para alguma lesão sofrida.

Os principais traumas são as contusões, fraturas e lesões da cartilagem de crescimento (ela transforma-se em osso). Essas não dependem de um histórico e não há como garantir que não vão acontecer. A prevenção é no campo ou quadra mesmo, por meio de orientação técnica e do uso de equipamentos adequados que estejam de acordo com a altura e o peso dos esportistas. 

“Além disso, aquecimento e alongamento devem ser levados a sério e feitos no início e final da atividade”, diz Edson Terra Cunha Junior, supervisor de esportes olímpicos do Flamengo e coordenador das escolinhas oferecidas pelo clube no Rio de Janeiro. “Quanto mais a musculatura estiver alongada, menor a possibilidade de lesão.”

Mais difícil de diagnosticar e tratar, a lesão crônica ou por esforço excessivo não surge de uma partida de futebol. É necessário um histórico de sobrecarga para que ela comece a ser sentida. Assim, é mais comum em quem já compete em alguma modalidade ou em crianças que praticam esportes diversos. “A prevenção começa exatamente com um planejamento das atividades físicas das crianças”, afirma André Pedrinelli, presidente do Comitê de Traumatologia Esportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

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EXCESSO
Francisco teve inflamação no joelho por causa do esforço no esqui.
Agora, reduziu a frequência com que o pratica

Outra recomendação aos pais é ficar atentos para que os esportes escolhidos, quando mais de um, não exijam o mesmo esforço motor. Basquete e vôlei juntos, por exemplo, não é uma boa ideia, pois em ambos trabalha-se muito com os pulsos e os braços. Se o futebol substituir um dos dois na combinação, alivia. 

“Um programa de atividades cross-training, que trabalha diversas partes do corpo, é uma boa maneira de reduzir e prevenir as lesões por esforço excessivo”, diz Lindsay Hansen, da organização Safe Kids USA, que advoga pela redução de lesões na prática de atividades esportivas por crianças.

A intensidade do exercício é o outro grande vilão. O estudante paulistano Francisco Fernando Corrêa de Almeida Nobre, 13 anos, pratica esqui desde pequeno e hoje participa de competições internacionais. Há três anos, no entanto, o sonho de um dia ser campeão começou a ser assombrado por uma forte dor no joelho.

 O diagnóstico foi de osteocondrite (comprometimento da cartilagem e do osso abaixo dela). Há seis meses ele deu início a sessões de fisioterapia para fortalecer a musculatura da região, mas também teve de mudar a carga de treino, recomendação número 1 de especialistas para casos de lesão crônica. “Não cheguei a ficar sem treinar e competir, mas reduzi o esforço”, conta. No último ciclo de preparação, por exemplo, Francisco se exercitou por apenas 20 dias, metade do que costumava fazer. Aprendeu a respeitar a dor e hoje quase não a sente mais.

A sobrecarga pode acontecer também devido a um longo período de treino sem pausa. As interrupções são essenciais para garantir a boa condição do corpo. “Não dá para jogar futebol em ritmo regular o ano inteiro. É fundamental parar um pouco”, diz Pedrinelli. Por fim, na hora de escolher o clube ou a escolinha, os pais devem levar em consideração a infraestrutura oferecida. “É fundamental ter orientação de professores de educação física, além do amparo de uma equipe médica no local para que a criança tenha a melhor saúde possível”, diz o especialista Cohen.
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Medicina & Bem-estar |  N° Edição:  2160

domingo, 11 de março de 2012

A sobrecarga fisica em Crianças

Infelizmente, muitos treinadores e professores de educação física não obedecem aos limites físicos e psicológicos das crianças, submetendo-as a sobrecargas em busca de resultados esportivos. Isso é muito verificado em clubes que exigem o alto rendimento.

Outras vezes os próprios pais são os causadores desses estresses, exigindo de seus filhos desempenhos para as quais ainda não têm maturação biológica e emocional suficientes. Pior para as crianças, cujas sobrecargas vêm dos dois ambientes: a casa e o clube.

O resultado dessa sobrecarga, pode se apresentar como uma síndrome psicossomática importante, que pode ser identificada pelos seguintes sinais: vertigens, tiques nervosos, onirismo, enurese noturna, poliúria, diarreia, anorexia, vômitos, dificuldade de aprendizado, dificuldade de memorização e até transtornos de caráter.

Os atletas estão se tornando profissionais cada vez mais cedo. Respeitando-se a maturação biológica, as crianças não deveriam competir antes dos doze anos de idade, nem treinarem uma única modalidade esportiva antes disso.

Até os doze anos, a criança deve ter contato com esportes variados para melhor harmonização do crescimento ósseo muscular. Competições escolares e sociais antes dessa idade, devem ter caráter estritamente lúdico, sem qualquer sobrecarga física ou emocional.

Infelizmente, alguns esportes obrigam os praticantes a fugir desta regra fisiológica, porque seus grandes campeões estão sendo fabricados com idade cada vez menor.




O que causa cãibras musculares?


Líquidos e o Fator Sódio


Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem as cãibras musculares. O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subseqüente podem fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente.

Lanches salgados ou um pouco mais de sal vão ajudar a repor o mineral. Consumir bebidas esportivas que contêm uma quantidade adequada de sódio também é uma maneira sutil de repor o sódio.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Teste Ergoespirométrico


O teste ergoespirométrico têm como objetivo principal determinar valores importantes de valências que serão utilizadas durante toda a temporada, além de ser uma avaliação da condição física do atleta.

Para que este tipo de teste ocorra é necessário equipamento específico, de alto valor e pessoal especializado para avaliar os dados de forma correta. É importante ressaltar que existem vários protocolos que englobam este teste sendo que estes se diferenciam principalmente na questão do aumento da velocidade em relação ao tempo, além de elevações ou não da angulação da esteira.



No clube, realizamos estes testes no Hospital das Clínicas, mais precisamente no LEM (Laboratório de Estudos do Movimento), sob a supervisão do Dr. Paulo Roberto Silva. Escolhemos realizar os testes neste local pelo protocolo aplicado, que na nossa opinião, é o mais específico que o futebol e futsal exigem. Não há elevação da angulação da esteira e a velocidade aumenta de forma progressiva, sendo que depois de determinado tempo esta passa a subir de forma mais intensa.

O teste é realizado em uma esteira, sendo que o atleta fica ligado a vários fios que ligados a computadores determinam em tempo real condições respiratórias, além de informações cardíacas do indivíduo. Durante o teste são colhidas informações como o BORG (Percepção Subjetiva do Esforço); pressão arterial e frequência cardíaca.

Nas várias fases do teste, compostas por aumento da velocidade, este dados vão sendo analisados até o momento em que o atleta chega a exaustão. O teste é tido como concluído após este chegar ao valor máximo do BORG e sua frequência e pressão analisadas após a recuperação.

                                     

Através dos dados obtidos pelo testes, conseguimos determinar os limiares 1 e 2, VO2 máx, além de determinar valores picos de velocidade e frequência cardíaca que só podem ser determinados com o teste máximo e presença de um cardiologista. Com os dados obtidos determinamos os valores que utilizaremos para nortear a pré- temporada e toda a programação anual de treinos.

Os limiares dos metabolismos aeróbio (utilização de oxigênio) e anaeróbio (não utilização de oxigênio) determinam quais as condições reais de resistência e potência dos metabolismos citados anteriormente, com isso realizamos nossos treinamentos afim de melhor ou manter tais características.

Já o Vo2 máx determina a potência aeróbia, ou seja, a máxima condição que o organismo do atleta possui de captar e utilizar o oxigênio e que no caso específico do futsal auxilia na recuperação dos atletas após os estímulos de grande intensidade e curta duração.


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Por tudo que foi citado anteriormente de forma simplificada, se torna essencial a execução deste teste para que seja realizado o planejamento da pré-temporada e toda a programação anual, favorecendo assim a distribuição das cargas de treinamento para que os atletas possam atingir rapidamente sua condição física ideal, além de facilitar a manutenção de valências que já se encontram bem desenvolvidas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Indicação - Invasão de Campo: Adidas, Puma e os Bastidores do Esporte Moderno

Duas das maiores marcas no mundo do esporte tiveram origem na mesma família, após a ruptura entre Adi Dassler e Rudolf Dassler que comandavam uma fábrica de sapatos esportivos chamada Gebrüder Dassler (“Irmãos Dassler). Invasão de Campo narra os bastidores desde a criação da marca Adidas (Adi Dassler) e Puma (Rudolf Dassler) até os dias atuais.

Segundo a autora, apesar de toda a especulação, somente a própria família tem a versão correta sobre a ruptura.

O fato é que durante anos após a criação das duas marcas, a rivalidade entre elas continuou, mesmo quando os dois irmãos deixaram de comandar as empresas e comando passou para seus filhos. As duas marcas tiveram um papel importante na evolução da forma como o esporte no século XX se desenvolveu como negócio.

A começar pelos altos contratos entre atletas e as marcas, Pelé, por exemplo, foi alvo de uma campanha secreta da Puma para sua vinculação com a marca e até hoje permanece como um embaixador da mesma, passando pelo suporte a presidentes da Fifa e do comitê Olímpico, como João Avelange que recebeu o suporte de Horst Dassler (Adidas) para se tornar presidente da Fifa e depois privilegiar Horst em contratos de publicidade.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Fisioterapia "Fabriqué au Brésil"

A  vida dos atletas brasileiros na Europa tem muitas curiosidades.

O antes...

Éramos três brasileiros em Le Mans: Eu (Paulo André), Túlio de Melo e Grafite. Vocês sabem que algumas dores, entorses e tendinites, são coisas cotidianas dos atletas de alto rendimento.

Mas em Le Mans isso se tornou uma dor de cabeça pra gente. Não existia manutenção, prevenção, nada! Essas lesões eram tratadas com homeopatia, massagem e muita reza (Risos)!

... e o depois

Depois de inúmeras reclamações e problemas com o departamento médico do clube e com os diretores (pela falta de estrutura aos atletas), decidimos resolver o problema com um jeitinho brasileiro! Convidamos o fisioterapeuta Elliot Paes para vir à França e morar em Le Mans.

A ideia era que ele fizesse nosso tratamento diário, antes e depois dos treinos, para que não tivéssemos que parar de treinar ou que nos recuperássemos mais rápido das lesões!

Como os diretores não autorizaram que ele trabalhasse dentro do clube, resolvemos pagar seu salário e transformamos a garagem da casa do Grafite em uma clínica de fisioterapia. Compramos aparelhos de musculação, aparelhos de fisioterapia e decoramos o ambiente! Um mês depois, ganhamos mais alguns clientes que tinham as mesmas necessidades que nós. Adriano Lobinho (zagueiro, ex-Atlético MG) vinha de Nantes (200km) duas vezes por semana para tratar.

O sérvio Marko Basa e o francês Matthieu Coutadeur também usaram nossa estrutura para se reabilitarem de lesões.

Elliot ficou três meses conosco, e foi contratado pelo Schalke 04, por intermédio do Linconl (atualmente no Palmeiras) e Bordon (ex-São Paulo) para cuidar dos brasileiros do clube.

Ele cuidava de vários jogadores de outros clubes alemães que pegavam a estrada pra vê-lo.


Lobinho, Elliot e eu

 Hoje escuto a mesma história de muitos atletas brasileiros no exterior, em diversos países. Chego à conclusão de que o Brasil é um exportador de fisioterapeutas rs Só não entendo ainda a resistência dos europeus em aceitar que a nossa medicina esportiva é muito mais avançada que a deles! Até hoje, é muito difícil fazê-los admitir a necessidade de profissionais brasileiros dentro de seus clubes!


Será uma questão cultural? Será uma questão científica? Convido os fisios e os sociólogos a participarem da discussão.

Eu e o Grafite

Voltando à história, como não podíamos ficar sem fisioterapeuta em Le Mans, já que o nosso tinha sido "comprado" por um clube maior, resolvemos apostar numa jovem promessa, Ricardo Vidal (vulgo Pastinha).

Ele também, nos ajudou muito no período que esteve por lá! Depois dele, outros dois vieram: Frank e Rodrigo Iralah.

Quem sabe um dia escrevamos um livro sobre tudo o que passamos naquele lugar... Vocês não vão acreditar rsrs

Abraços a todos,

Paulo André

domingo, 1 de janeiro de 2012

Indicação - Agassi auto biografia

Deve-se buscar saber como aqueles que conquistaram o que sonhamos fizeram para alcançar seus êxitos.

Devemos aproveitar nessa busca também entender se eles são felizes com aquilo que obtiveram para sabermos se vale a pena o sacrifício. É por isso que tenho paixão em ler biografias de grandes esportistas.

Fica nítido que as lutas, as dificuldades e os caminhos para se conquistar alegrias e títulos se parecem muito, independente do esporte praticado.

O texto

Não é um conto de fadas, nem literatura especializada em esporte, tampouco se trata de autoajuda. É a tortuosa trajetória de um ser humano complexo, cheio de contradições, ansiedades e medos.


Ele narra com franqueza, expondo os fragmentos da sua alma atormentada.

Como o texto é bem escrito, houve passagens em que mergulhei no seu sofrimento, compartilhei de sua dor e me vi com os olhos rasos d'água.

Recomendo a todas as  pessoas. esportistas, ou não.

E pra terminar um video da final da sua despedida do tênis profissional em 2006.


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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Natal, que todos sabem, significa o nascimento de Jesus Cristo, que pela terra passou e que dela jamais se afastou. Pela tradição predominante em muitos países e inclusive no Brasil, o dia 25 de dezembro é a data em que cada ser humano de bons propósitos tem como hábito presentear em especial, a quem dedica estima e consideração.

Natal, que pela grandiosidade de seu simbolismo, também significa reflexão, amor, fraternidade e esperança num horizonte promissor.

Que cada colaborador, no sagrado convívio de seus familiares e demais entes queridos, brindem essa data com o líquido da saúde, do prazer, da felicidade e da esperança, na taça da harmonia e da união.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo, a você e toda sua família. Que os sonhos, hoje apenas sonhos, num breve futuro se transformem em realidade. Que o Manto Sagrado os cubra e os proteja, com saúde e felicidade.

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Mantra: Eu te adoro 2012 e Saborosas manhâs 2012

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cientista: diferença entre atleta comum e craque está no cérebro

Uma jogada de craque de Neymar, uma ultrapassagem arrojada de Ayrton Senna, um 'grand willy' do tenista Roger Federer ou um voo de Michael Jordan para uma enterrada. Para muitos, são esses momentos que separam os bons dos craques. Para o neurocientista Miguel Nicolelis, é o cérebro o responsável por fazer esses atletas se diferenciarem.

A relação deles com a ferramenta, com a bola, é bem diferente do cérebro dos normais como nós. Uma das teorias que nós temos é que essas ferramentas, o carro, a raquete de tênis, o taco de beisebol, a bola, nos grandes atletas fica sendo, para o cérebro, parte do corpo do atleta.

Nesse momento, quando o atleta consegue fazer essa fusão de um objeto artificial com o corpo dele, que ele se transforma em um cara acima da média.

Pela teoria do neurocientista, os atletas veem as ferramentas que usam no esporte como extensão do próprio corpo.

 Há estudos mostrando que se o tenista jogar tênis, depois você colocar ele em uma máquina, medir a atividade do cérebro dele e pedir para ele encostar o outro dedo na mão dele, ele vai pôr o dedo no final da raquete. Pois a raquete foi incorporada pelo cérebro como sendo extensão do braço.

Por exemplo, o Ayrton Senna era capaz de ajustar a suspensão do carro dele sentado no carro, no cockpit, e sentindo a pista. Ele foi um dos pioneiros em não querer almofada, não querer nada no cockpit. Era apertado, duro, para ele poder sentir as variações do asfalto e ajustar a suspensão dele.

Assim como no tênis e no automobilismo, os craques do futebol também incorporaram a bola como 'parte do corpo'. Por isso, acredita Nicolelis, a bola é tratada com tanto carinho na hora de bater uma falta ou um pênalti.

Você já notou que todos eles põem a bola em uma configuração particular? Eles ajeitam a bola, põem o bico para cima, para o lado, porque eles criaram modelo de como o pé tem que bater nela. Para mim não é firula ou frescura, é real. Indica que o cérebro dele já mapeou o ponto de referência e criou uma nova coordenada para bater a falta.


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www.sportv.com.br

Esporte e alcool jogo perigoso

O álcool não entra na lista de substâncias apontadas no exame antidoping. Isto porque, do ponto de vista da legislação esportiva, a bebida não é considerada uma substância que melhore o rendimento. Pelo contrário. Para Turíbio Leite, médico do clube Pinheiros, a bebida causa dependência e deveria ser acusada no exame.

Na verdade, se nós formos caracterizar os prejuízos do doping tanto de ponto de vista físico, como do ponto de vista social, o álcool deveria cair na mesma classificação dessas drogas, dessas substâncias mais pesadas.

Pelo ponto de vista da dependência e até de prejuízo moral. Quem sabe até venha a ser um dia, num futuro próximo, também considerada uma substância proibida pela legislação antidoping - afirmou em entrevista ao "SporTV Repórter".

Se o álcool não entra nessa lista, abre-se uma margem para que os atletas bebam indiscriminadamente, acredita o médico.

Para ele, ao escolher o esporte, os jovens devem colocar a vida profissional em primeiro lugar. Para isso, têm que se privar de algumas coisas, como a bebida, por exemplo.

Eu não acredito que haja nenhuma situação em que o consumo do álcool, ou a liberação para esse consumo, possa ser positivo do ponto de vista de desempenho. Evidentemente, o atleta, fora do ambiente de esporte, é uma pessoa comum. Mas ele sabe que existe um preço que ele tem que pagar por um desempenho esportivo.

Sem dúvida nenhuma, ele tem consciência disso. E faz parte daquilo que ele entende como uma rigidez necessária à vida esportiva. No esporte de alto rendimento deve se privar de algumas coisas. Eu acho que o álcool está dentre essas privações que, infelizmente ou felizmente, ele é obrigado a aceitar. (Assista à uma parte do programa no vídeo abaixo)

 
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Veja a reportagem na integra:

http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-reporter/noticia/2011/11/para-medico-do-pinheiros-antidoping-deveria-acusar-consumo-de-alcool.html#programa-sportv-reporter

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fisioterapia MMA Prevenção

MMA A mistura de artes marciais, conhecida como MMA (do inglês, Mixed Martial Arts), tem o número de praticantes cada vez maior e sua popularidade crescendo em todo o mundo, principalmente no Brasil, onde contamos com diversos atletas de destaque, entre eles Anderson Silva (“Aranha”), Ronaldo Souza (“Jacaré”), Nick Diaz, Rodrigo Minotauro e Vitor Belfort.

Em 1993, Rorion, filho de Hélio Grace aproveitou o sucesso que vinha tendo como professor de jiu-jitsu nos Estados Unidos para profissionalizar os desafios de luta em pé e no solo. Assim, criou o Ultimate Fight Championship (UFC), colocando lutadores das mais diversas artes marciais, e dos mais variados pesos, frente a frente dentro de um ringue no formato de um octógono e cercado por grades, que passaram a se dar como duelos de vale-tudo sem a presença da mídia.
Apesar do sucesso do esporte, o UFC não conseguia se manter rentável no início dos anos 2000 e beirou a falência. Em 2001 o ex-empresário de boxe Dana White convenceu os amigos de infância Lorenzo e Frank Fertitta, donos da rede de Cassinos Station, a comprarem o UFC. 

Os três fundaram uma empresa chamada Zuffa e compraram o UFC por apenas 2 milhões de dólares. Após várias mudanças nas regras conseguiram legalizar o esporte em praticamente todos os estados americanos. 

Com a marca nas mãos, organizaram as regras que foram desenvolvidas na última década, principalmente as que visavam a integridade física do lutador. Dessa forma, findaram de vez com o vale-tudo e apresentaram ao mundo o MMA, a mistura de artes marciais.

As lutas acontecem em três (lutas comuns) ou cinco (lutas de disputa por cinturão) rounds de cinco minutos cada. São permitidos o uso de shorts aprovados e luvas leves (de quatro a seis onças) que deixam os dedos livres. Além disso, é de uso obrigatório os protetores bucal e genital.

Considerado um esporte de extremo contato físico, o MMA tem escoriações faciais como lesões mais freqüentes, seguidas por lesões traumáticas como fratura de ossos da face e de costela, luxação acromioclavicular e lesões ligamentares de membro inferior. Devido a essa epidemiologia, o papel preventivo das lesões mais comuns no esporte são de difícil prevenção, sendo papel do fisioterapeuta no momento da luta estancar sangramentos e realizar atendimentos imediatos durante os intervalos entre os rounds. No entanto, somente o médico e o juiz são autorizados a entrar na área de competição a qualquer momento e interromper a luta, se julgarem necessário.

Fora do ringue, o trabalho do fisioterapeuta é de fundamental importância tanto no caráter curativo como no caráter preventivo. É importante conhecer a biomecânica do esporte e as características de cada atleta a ser tratado, pois as preferências por determinadas artes marciais definirão se o lutador realizará mais movimentos em cadeia cinética aberta (como é o caso dos membros superiores em boxeadores) ou em cadeia cinética fechada (no caso de judocas e lutadores de jiu-jitsu).

Podemos citar como medidas preventivas os seguintes itens:

- Preparo adequado mental e fisico
- Uso de materiais adequados
- Conhecimento acerca dos fatores climáticos (tipo de lesão no frio e no calor)
- Repouso adequado
- Pratica de atividades compensatória

É indispensável, portanto, que o Fisioterapeuta do Esporte conheça as características dos esportes de seus pacientes, possibilitando um tratamento individualizado com enfoque em prevenção de lesões e retorno à prática esportiva de maneira mais funcional possível.

domingo, 23 de outubro de 2011

Maqueiros portugueses inovam na maneira de tirar um jogador de campo; assista


O pessoal que cuida da maca em Portugual tem inovado na maneira de retirar um jogador de campo. Depois de derrubar um jogador, os maqueiros agora estrearam um novo jeito de carregar um atleta.


Na partida entre Academico de Viseu e Sanjoanense, pela terceira divisão portuguesa, os maqueiros roubaram a cena. Primeiro, um deles mostrou extrema dificuldade em locomover o instrumento de trabalho. Depois, a dupla revelou todo o seu entrosamento, com um maqueiro para cada lado.

Menos mal que, dessa vez, o jogador lesionado não levou um belo tomno da maca. Assista abaixo:


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domingo, 16 de outubro de 2011

Jogadora de vôlei sofreu uma fratura cervical e foi cortada do Pan de Guadalajara

Jaqueline sofreu um acidente na partida da seleção feminina de vôlei do Brasil contra a República Dominicana: no começo do segundo set, ela bateu a cabeça na companheira Fabi e acabou com uma fratura cervical.


Ao cair na quadra, ela bateu a nuca na cabeça de Fabi. O impacto, de acordo com a avaliação médica, rendeu também uma concussão cerebral. Ainda internada, Jaqueline passará por mais exames neste domingo (16).

A atleta ficará fora do resto da competição - mas, segundo o chefe médico do COB, João Granjeiro, o pior já passou.

Jaqueline recebeu um golpe viloento na região cerebral e teve uma fratura cervical. As vertebras C5 e C6 foram machucadas, mas sem comprometimento medular e sem necessidade de cirurgia.

Veja o momento exato do choque de Jaqueline, que a deixou desacordada em quadra:

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Informaçãoes portal r7