segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NO PRÓXIMO SÁBADO SERÁ O RETORNO DE ANDERSON SILVA AO UFC, SAIBA COMO ESTÁ SENDO SUA PREPARAÇÃO.
Por Evelyn Rodrigues 

Ex-campeão dos médios do UFC, Anderson Silva recebeu a imprensa em sua academia, em Los Angeles, para falar sobre o seu retorno ao octógono. O brasileiro enfrenta o americano Nick Diaz na luta principal do UFC 183, no dia 31 de janeiro, em Las Vegas. O evento marca também a 40ª luta da carreira de Spider, que ficou mais de um ano afastado do esporte desde que fraturou a tíbia e a fíbula, no duelo contra Chris Weidman, em dezembro de 2013. Em uma conversa bem-humorada, Anderson cantou, imitou seu empresário e até chamou o lutador Khalil Rountree, um de seus parceiros de treino, para acompanhá-lo na entrevista. 
 
 
Um dos tópicos mais repetidos nas perguntas dos jornalistas foi a sua rápida recuperação, que surpreendeu até mesmo os especialistas. Mas "Aranha" diz que sempre soube que daria a volta por cima, mesmo nos momentos de dúvida: 
- Eu sempre tive vontade, na minha cabeça, de voltar. E a minha cabeça sempre foi muito boa com essa coisa de voltar. As pessoas que tiveram comigo durante todo esse tempo, entenderam a importância do que tinha na minha cabeça para que eu pudesse voltar. Em nenhum momento eu fiquei com aquela coisa de: “Ah, não vou voltar! Não quero mais!”. Quando eu quebrei a perna, nos primeiros momentos ali da dor e tal, eu fiquei preocupado. Mas, depois, logo em seguida, falei: “Não, eu vou voltar”. E agora eu quero chutar mais ainda! - declarou. 

Spider também relembrou como foi o momento em que teve certeza de que se recuperaria 100%: - Eu estava aqui, em Los Angeles, fazendo toda a fisioterapia, indo todo dia com o Joinha (Jorge Guimarães), com o Ed (Soares), com o Guto, eu mal em casa…eles íam lá e me pegavam (…) Aí eu comecei a treinar, continuei treinando e fui para o Brasil. Eu cheguei lá na sexta-feira, descansei sábado e domingo e, na segunda-feira, eu apareci na academia. O Rogerão (Rogério Camões) estava dando um treino e tem um balcão grande onde a galera faz salto, acho que tem 1,20 metros mais ou menos, e a galera estava pulando. Aí eu falei: “Pô, mestre deixa eu tentar pular?”. E ele perguntou: “Tem certeza?” e eu disse que queria tentar. Quando eu pulei, ele falou: “Pode parar. Amanhã você volta a treinar, porque sua perna já está boa”. 
 
 
Então eu comecei a agachar e a fazer tudo normal e, daí em diante, senti que a perna já estava boa. Tive uma certa dificuldade, porque a perna estava mais fraca do que a outra, então eu tive que dar mais ênfase na perna que machucou, para ficar mais forte. Mas voltou tudo ao normal, está até melhor agora. O lutador revelou que, depois que voltou a usar a perna lesionada, não queria mais parar. Segundo ele, seus sparrings e companheiros de treino tiveram que intervir para que ele parasse de chutar tanto. - O tempo todo eu fiquei super tranquilo com relação à perna. A galera até pedia para eu dar uma aliviada, porque de tanto que eu não chutava, eu comecei a chutar demais com a perna. 
 
 
A galera falava: “Cara, você tem outras coisas para usar, não precisa ficar chutando”. E eu dizia: “Não, mas está legal! Estou conseguindo chutar bem”. Mas, está tudo certo, tudo bem graças a Deus. Quando o assunto foi o adversário do próximo sábado, Spider mostrou respeito e elogiou os pontos fortes do atleta. Questionado sobre o fato de Nick Diaz ter dito que se achava superior na trocação, o brasileiro demonstrou confiança em suas próprias mãos: - Eu acho que o Nick tem um bom boxe, mas a gente vai lutar MMA, né? Ele tem as mãos perigosas, eu também tenho, e vai ser uma luta dura para os dois - finalizou

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TREINAMENTO: Volume x Intensidade

Dentro de qualquer atividade física realizada no treinamento esportivo estão presentes as variáveis intensidade e volume, sendo que a relação entre elas nos permite definir a carga contida na atividade ou sessão de treinamento. A partir da informação oferecida por este dado se torna possível definir se os objetivos da sessão foram atingidos ou não, além de definir valores e características para a próxima atividade a ser realizada dentro da periodização.

A intensidade e o volume são inversamente proporcionais, por isso sempre os valores destas variáveis estarão sendo opostos, se a intensidade é alta, provavelmente o volume é baixo sendo que o mesmo vale se invertêssemos os valores. Geralmente o volume nas sessões de treinamento, costumam corresponder ao que a modalidade específica exige, no caso do futsal, não são necessárias sessões acima de 40 a 50 min. Já a intensidade deve ser bem alta, respeitando a especificidade de cada jogador e ainda suas individualidades físicas avaliadas pelos testes de campo e clínicos. No futsal por exigir intensas e rápidas ações com intervalos de recuperação não definidos, a frequência cardíaca e Borg devem ser elevados.

Para a utilização e construção do gráfico que utilizamos nos treinamentos da equipe, utilizamos o BORG como referência para a intensidade e o tempo de treinamento para o volume, ao se multiplicar os valores se têm o valor absoluto da carga aplicada no dia. Com isso temos uma ótima noção de quanto devemos aplicar de volume e intensidade nos treinamentos durante a semana, garantindo assim períodos de recuperação para os atletas realizarem a supercompensação. 
 
 
Porém é necessário grande atenção, sobre quais variáveis se procura obter desenvolvimento positivo ou uma manutenção, pois através de trabalhos com volumes maiores a resistência passa a ser prioridade e atividades que buscam altas intensidades priorizam variáveis como: potência, velocidade e agilidade.

Ao se atribuir a relação entre o volume e a intensidade dificilmente, as atividades que serão realizadas durante toda a temporada não sairão do controle proposto pelo planejamento, assim favorecendo ao máximo, o controle de ganhos e manutenções das diversas valências presentes no organismo do atleta e do grupo de jogadores como um todo.
 
 
 Por David Cardoso - Fisiologista

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Médicos belgas dizem ter descoberto novo ligamento no joelho

Dois médicos belgas afirmam ter confirmado a existência de um novo ligamento no joelho, chamado de ligamento anterolateral (ou ALL, na sigla em inglês).

Em um artigo na publicação especializada Journal of Anatomy, Steven Claes e Johan Bellemans, do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, sugerem que este ligamento pode ter um papel importante na recuperação de uma das lesões mais comuns de joelho ligada à prática de esportes.

Os médicos afirmam que, apesar de já existirem algumas pistas sobre a existência do ligamento, esta é a primeira vez que sua estrutura e propósito são estabelecidos claramente.

A sugestão da existência deste ligamento em particular foi divulgada pela primeira vez pelo cirurgião francês Paul Segond em 1879, mas, por muitos anos, a estrutura não foi investigada mais a fundo.

Agora, trabalhando com base em estudos de outros cientistas, os médicos belgas dizem ter conseguido mapear o ligamento, que vai do lado mais externo do osso da coxa (fêmur) para a tíbia.

No entanto, especialistas afirmam que mais estudos são necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho.

                                Com a descoberta, médicos esperam fazer melhores cirurgias no joelho 

 'Compreensão'

Há quatro ligamentos principais no joelho, se cruzando entre o fêmur e a tíbia para garantir a estabilidade e evitar movimentos excessivos de nossos membros.

Mas a anatomia da articulação é considerada complexa e vários grupos de cientistas e especialistas têm explorado as estruturas menos definidas da articulação há algum tempo.

"Se você olhar para a história (da pesquisa nesta área), sempre houve uma compreensão velada de que alguma coisa estava acontecendo daquele lado do joelho, mas este trabalho finalmente nos dá uma compreensão melhor. Acho muito animador, não há dúvida de que eles descobriram uma estrutura anatômica muito importante", afirmou Joel Melton, cirurgião no Hospital Addenbrooke, de Cambridge, na Grã-Bretanha.

Os médicos belgas usaram técnicas de dissecação microscópica para examinar 41 joelhos e conseguiram identificar o ligamento em 40 amostras.

De acordo com os médicos, a presença deste feixe de tecido pode ajudar na compreensão e tratamento de uma lesão muito comum em esportistas, o rompimento do ligamento cruzado anterior.

Esta lesão é comum em pessoas que giram sobre o próprio eixo enquanto praticam esportes, atletas e jogadores de basquete, de futebol e esquiadores. Um rompimento pode ocorrer quando a pessoa muda de direção rapidamente ou para repentinamente, o que causa dor, inchaço e a redução dos movimentos no joelho.

Apesar da melhora nas técnicas de cirurgia para recuperação desta lesão, entre 10% e 20% das pessoas que passam pelo procedimento não têm uma recuperação total.

Claes e Bellemans acreditam que uma lesão no ligamento anterolateral pode ser, em parte, responsável por isso. Os médicos até lançaram a hipótese de que algumas pessoas podem lesionar o ligamento anterolateral e o ligamento cruzado anterior ao mesmo tempo.

Os estudos biomecânicos realizados pelos belgas sugerem que um rompimento neste novo ligamento pode ser também o responsável por pequenas fraturas que, anteriormente, foram atribuídas ao ligamento cruzado anterior.

Enquanto que alguns especialistas elogiam a descoberta, outros preferem ser mais cautelosos.

Gordon Bannister, professor de ortopedia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, afirmou que, "sem dúvida isto é uma pesquisa muito interessante do ponto de vista anatômico, mas, no momento, não é um grande avanço clínico".

"O papel (do novo ligamento) nas lesões no joelho é uma hipótese perfeitamente razoável para ser estudada, mas o passo mais importante é ver se alguma intervenção ao ligamento realmente faz uma diferença maior para os pacientes", afirmou.

Cirurgia

Claes e Bellemans já começaram a explorar a possibilidade de tratamento e até já oferecem reparos no novo ligamento em certos casos.

Os próximos passos serão aperfeiçoar as técnicas de tratamento monitorar os pacientes para verificar se a mobilidade deles melhorou de forma permanente.

"Nós, cirurgiões, poderemos ter que repensar o que sabemos sobre as lesões comuns do ligamento cruzado anterior. Apesar de termos esclarecidos o propósito deste ligamento e seu papel em lesões comuns, agora precisamos descobrir e ter certeza de quando é melhor uma intervenção cirúrgica", afirmou.

"Estudos no longo prazo nos darão a resposta e, esperamos, nos permitirão aperfeiçoar técnicas minimamente invasivas para dar a nossos pacientes uma recuperação melhor", acrescentou.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2013/11/07/medicos-belgas-dizem-ter-descoberto-novo-ligamento-no-joelho.htm