terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TREINAMENTO: Volume x Intensidade

Dentro de qualquer atividade física realizada no treinamento esportivo estão presentes as variáveis intensidade e volume, sendo que a relação entre elas nos permite definir a carga contida na atividade ou sessão de treinamento. A partir da informação oferecida por este dado se torna possível definir se os objetivos da sessão foram atingidos ou não, além de definir valores e características para a próxima atividade a ser realizada dentro da periodização.

A intensidade e o volume são inversamente proporcionais, por isso sempre os valores destas variáveis estarão sendo opostos, se a intensidade é alta, provavelmente o volume é baixo sendo que o mesmo vale se invertêssemos os valores. Geralmente o volume nas sessões de treinamento, costumam corresponder ao que a modalidade específica exige, no caso do futsal, não são necessárias sessões acima de 40 a 50 min. Já a intensidade deve ser bem alta, respeitando a especificidade de cada jogador e ainda suas individualidades físicas avaliadas pelos testes de campo e clínicos. No futsal por exigir intensas e rápidas ações com intervalos de recuperação não definidos, a frequência cardíaca e Borg devem ser elevados.

Para a utilização e construção do gráfico que utilizamos nos treinamentos da equipe, utilizamos o BORG como referência para a intensidade e o tempo de treinamento para o volume, ao se multiplicar os valores se têm o valor absoluto da carga aplicada no dia. Com isso temos uma ótima noção de quanto devemos aplicar de volume e intensidade nos treinamentos durante a semana, garantindo assim períodos de recuperação para os atletas realizarem a supercompensação. 
 
 
Porém é necessário grande atenção, sobre quais variáveis se procura obter desenvolvimento positivo ou uma manutenção, pois através de trabalhos com volumes maiores a resistência passa a ser prioridade e atividades que buscam altas intensidades priorizam variáveis como: potência, velocidade e agilidade.

Ao se atribuir a relação entre o volume e a intensidade dificilmente, as atividades que serão realizadas durante toda a temporada não sairão do controle proposto pelo planejamento, assim favorecendo ao máximo, o controle de ganhos e manutenções das diversas valências presentes no organismo do atleta e do grupo de jogadores como um todo.
 
 
 Por David Cardoso - Fisiologista

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Médicos belgas dizem ter descoberto novo ligamento no joelho

Dois médicos belgas afirmam ter confirmado a existência de um novo ligamento no joelho, chamado de ligamento anterolateral (ou ALL, na sigla em inglês).

Em um artigo na publicação especializada Journal of Anatomy, Steven Claes e Johan Bellemans, do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, sugerem que este ligamento pode ter um papel importante na recuperação de uma das lesões mais comuns de joelho ligada à prática de esportes.

Os médicos afirmam que, apesar de já existirem algumas pistas sobre a existência do ligamento, esta é a primeira vez que sua estrutura e propósito são estabelecidos claramente.

A sugestão da existência deste ligamento em particular foi divulgada pela primeira vez pelo cirurgião francês Paul Segond em 1879, mas, por muitos anos, a estrutura não foi investigada mais a fundo.

Agora, trabalhando com base em estudos de outros cientistas, os médicos belgas dizem ter conseguido mapear o ligamento, que vai do lado mais externo do osso da coxa (fêmur) para a tíbia.

No entanto, especialistas afirmam que mais estudos são necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho.

                                Com a descoberta, médicos esperam fazer melhores cirurgias no joelho 

 'Compreensão'

Há quatro ligamentos principais no joelho, se cruzando entre o fêmur e a tíbia para garantir a estabilidade e evitar movimentos excessivos de nossos membros.

Mas a anatomia da articulação é considerada complexa e vários grupos de cientistas e especialistas têm explorado as estruturas menos definidas da articulação há algum tempo.

"Se você olhar para a história (da pesquisa nesta área), sempre houve uma compreensão velada de que alguma coisa estava acontecendo daquele lado do joelho, mas este trabalho finalmente nos dá uma compreensão melhor. Acho muito animador, não há dúvida de que eles descobriram uma estrutura anatômica muito importante", afirmou Joel Melton, cirurgião no Hospital Addenbrooke, de Cambridge, na Grã-Bretanha.

Os médicos belgas usaram técnicas de dissecação microscópica para examinar 41 joelhos e conseguiram identificar o ligamento em 40 amostras.

De acordo com os médicos, a presença deste feixe de tecido pode ajudar na compreensão e tratamento de uma lesão muito comum em esportistas, o rompimento do ligamento cruzado anterior.

Esta lesão é comum em pessoas que giram sobre o próprio eixo enquanto praticam esportes, atletas e jogadores de basquete, de futebol e esquiadores. Um rompimento pode ocorrer quando a pessoa muda de direção rapidamente ou para repentinamente, o que causa dor, inchaço e a redução dos movimentos no joelho.

Apesar da melhora nas técnicas de cirurgia para recuperação desta lesão, entre 10% e 20% das pessoas que passam pelo procedimento não têm uma recuperação total.

Claes e Bellemans acreditam que uma lesão no ligamento anterolateral pode ser, em parte, responsável por isso. Os médicos até lançaram a hipótese de que algumas pessoas podem lesionar o ligamento anterolateral e o ligamento cruzado anterior ao mesmo tempo.

Os estudos biomecânicos realizados pelos belgas sugerem que um rompimento neste novo ligamento pode ser também o responsável por pequenas fraturas que, anteriormente, foram atribuídas ao ligamento cruzado anterior.

Enquanto que alguns especialistas elogiam a descoberta, outros preferem ser mais cautelosos.

Gordon Bannister, professor de ortopedia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, afirmou que, "sem dúvida isto é uma pesquisa muito interessante do ponto de vista anatômico, mas, no momento, não é um grande avanço clínico".

"O papel (do novo ligamento) nas lesões no joelho é uma hipótese perfeitamente razoável para ser estudada, mas o passo mais importante é ver se alguma intervenção ao ligamento realmente faz uma diferença maior para os pacientes", afirmou.

Cirurgia

Claes e Bellemans já começaram a explorar a possibilidade de tratamento e até já oferecem reparos no novo ligamento em certos casos.

Os próximos passos serão aperfeiçoar as técnicas de tratamento monitorar os pacientes para verificar se a mobilidade deles melhorou de forma permanente.

"Nós, cirurgiões, poderemos ter que repensar o que sabemos sobre as lesões comuns do ligamento cruzado anterior. Apesar de termos esclarecidos o propósito deste ligamento e seu papel em lesões comuns, agora precisamos descobrir e ter certeza de quando é melhor uma intervenção cirúrgica", afirmou.

"Estudos no longo prazo nos darão a resposta e, esperamos, nos permitirão aperfeiçoar técnicas minimamente invasivas para dar a nossos pacientes uma recuperação melhor", acrescentou.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2013/11/07/medicos-belgas-dizem-ter-descoberto-novo-ligamento-no-joelho.htm

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A importancia da força muscular no futsal

 O futsal é uma das modalidades que mais exige da parte física, onde autores demonstram através de artigos científicos que a demanda física na execução das ações dentro de jogo é alta e extremamente desgastante.
 
Alguns artigos mostram que por volta de 80% do tempo de jogo, se tem aproximadamente utilização de 85% da frequência cardíaca máxima, ou seja, uma alta utilização do sistema cardiovascular favorecendo a utilização de ambos metabolismos aeróbio ou anaeróbio

                                                                    
 

Além disso com o atual calendário que se atribuiu a Liga 2013 e os respectivos campeonatos estaduais, o tempo de recuperação se tornou bem pequeno, o que torna ainda mais necessário trabalhos referentes a prevenção das lesões, principalmente as musculares que estão em maior quantidade dentro da modalidade.

Com isso a necessidade de se realizar um trabalho específico nas musculaturas envolvidas nas ações inerentes ao jogo se torna essencial. Para isso deve-se trabalhar de forma progressiva e contínua todas as estruturas que permitem ao atleta realizar seus movimentos e aplicação máxima de todas as capacidades motoras.

Através do trabalho de força aplicado durante toda a temporada, controlando as cargas e as reavaliando, o profissional responsável pela parte física deve elaborar um programa que abranja todas as variáveis que a capacidade força possui. Por isso é necessário se executar atividades que estimulem a resistência, a força máxima ou força pura e a potência.


 
 
 
 

 

A resistência muscular permite a célula muscular realizar contrações voluntárias durante um determinado período de tempo. Se esta for trabalhada de forma correta favorece à adaptações necessárias e essenciais à musculatura para que ela suporte de uma forma equilibrada e mais prolongada os estímulos propostos. Ela é a base para todo o trabalho que será feito durante toda a temporada e permitirá uma condição básica e imprescindível ao atleta.

Já a força máxima ou força pura, tem por característica favorecer o crescimento do músculo (hipertrofia) e favorecer maior utilização de unidades motoras (ligação entre nervo e músculo), além de adaptações como aumento da produção de proteínas e enzimas próprias do metabolismo anaeróbio que é predominante neste caso; além disso causa o aumento da relação neural entre músculos agonistas (atuantes) e antagonistas (opositores).

A potência se dá pela relação entre a força e a velocidade. Neste caso é uma das variáveis mais importante haja visto que a modalidade futsal possui ações repletas de mudanças de direção, aceleração, frenagem que exigem grande condicionamento da parte física e mais especificamente da parte muscular.

Todo este trabalho deve ser bem distribuído e planejado, porém se não forem respeitados os momentos de recuperação e mesmo a aplicação dos estímulos pós jogos e treinos podem infringir os princípios biológicos e prejudicar o andamento e progresso de todo processo de desenvolvimento muscular.

 E talvez o grande ponto dentro de todo processo da preparação física, a necessidade da aplicação de atividades relacionadas à prevenção das lesões. Através de exercícios que foquem a região do core (abdominais, quadril e dorsais), além da propriocepção favorecem os estímulos àquelas musculaturas mais internas e mais difíceis de serem estimuladas pelos exercícios convencionais.

Através da aplicação de exercícios que estimulem a região pubiana, lombar, adutora favorecemos aos atletas uma maior condição para que este possa suportar os novos estímulos a que ele será exigido e devido as características do futsal  altamente utilizadas.

http://www.dvdcardoso.blogspot.com.br/
 

domingo, 14 de abril de 2013

Liga Futsal 2013 terá 19 clubes brigando pelo título

Depois do título da ADC/Intelli/Orlândia que, comandado pelo ala Falcão, faturou a Liga Futsal 2012, os times participantes da próxima edição do torneio nacional já estão definidos. Nesta temporada, 19 clubes vão brigar pelo campeonato.



A.D. São Bernardo, Cascavel e São Paulo estão entre as novidades da edição de 2013. O São Paulo, que na temporada passada fez parceria com os paranaenses do Col. Londrinense, agora estão com o Suzano/Penalty.

Os times ainda estão em fase de contratações e a maioria das equipes deve retornar aos treinamentos ainda no mês de janeiro. Segundo boletim informativo da Coordenação Técnica da Liga Futsal, que foi encaminhado aos clubes na última segunda-feira, a edição 2013 do torneio vai começar no dia 15 de abril, uma segunda-feira. As finais serão realizadas no mês de novembro.

Nesta segunda-feira (15), a partir das 19h30, no Ginásio Joaquim Cambaúva Rabello, em São Caetano-SP, o Corinthians faz sua estreia da Liga Futsal 2013 contra o São Caetano e volta a tentar o inédito título da competição.





Confira a lista completa de times inscritos:

ADC Intelli/Orlândia (SP);
A.D. São Bernardo
Assoeva/Unisc/ALMV/Venax (RS);
Atlântico Apti UriErechim (RS);
Carlos Barbosa (RS);
Cascavel (PR);
Concórdia/Umbro (SC);
Copagril/Faville/DalPonte (PR);
A.D Jaraguá/FME (SC);
Florianópolis Futsal (SC);
Krona Futsal (SC);
Oppnus Maringá (PR);
Poker/PEC (RJ);
S. C. Corinthians Paulista (SP);
São Caetano/Construban (SP);
São José/ValeSul Shopping(SP);
Suzano/Penalty/São Paulo (SP);
Umuarama Futsal/Penalty (PR);
V&M Minas (MG).

sábado, 26 de janeiro de 2013

Quadra poliesportiva ganha piso de LED que permite alterar marcações

Uma empresa alemã chamada ASB Systembau desenvolveu um piso para quadras poliesportivas que permite alterar as marcações dos esportes.

Trata-se de um revestimento de vidro que sofre uma serie de modificações para ter atrito e elasticidade iguais a de um piso de madeira normal.

Além disso, a empresa vem realizando alguns tipo de “testes de salto” com o objetivo de fazer com que uma bola de basquete "quique" na mesma altura como se fosse um piso de madeira.
 piso de vidro combinada com iluminação LED
 
 
O piso está sendo testado atualmente em um ginásio na Alemanha, e a aceitação dos esportistas que frequentam o ginásio têm sido positiva.
 
 A quadra poder ser modificada facilmente, passando de uma quadra de basquete a uma quadra de vôlei através de um painel de controle no qual o treinador troca apenas com um clique. Assim que é escolhida, muda-se todas as linhas da quadra, e inclusive os logos que acompanha conforme o estilo de quadra selecionada.

A empresa vem observando outros locais onde poderá ser utilizados o piso, como eventos em casas noturnas, quadras públicas ou outros ginásios.

Confira um vídeo contando mais detalhes sobre esse tipo de piso todo de LED:


video

DESEQUILÍBRIO MUSCULAR: FATOR DETERMINANTE NA OCORRÊNCIA DE LESÕES

Fonte: globo.com por Turibio Barros


O equilíbrio muscular é um dos quesitos fundamentais para o desempenho do corredor e a prevenção de lesões. Este conceito diz respeito à obtenção de um equilíbrio adequado entre as forças de grupos musculares, que ocorre quando comparamos músculos de um mesmo membro, como na análise comparativa entre perna direita e perna esquerda.

Naturalmente, existe uma pequena diferença de força entre, por exemplo, os músculos extensores (quadríceps) da perna direita e da esquerda, devido ao lado dominante. Entretanto esta diferença não pode ser muito acentuada.


Quando a diferença execede um certo limite, caracterizamos um desequilíbrio muscular. Também é importante que as forças de músculos com funções antagônicas de uma mesma perna, como flexores e extensores tenham uma relação adequada. No caso, os extensores são músculos mais fortes que os flexores, porém, quando esta diferença se torna muito acentuada, o que é até um fato que ocorre com frequência, os músculos flexores, que são os posteriores da coxa, se tornam mais vulneráveis.

Esta é a razão da grande incidência de lesões musculares na face posterior da coxa. O desequilíbrio muscular não ocorre somente entre flexores e extensores do membro inferior. Pode aparecer entre adutores e abdutores, e entre outros grupos musculares, além dos membros inferiores como flexores e extensores do tronco.

Círculo vicioso

Os desequilíbrios musculares podem aparecer, por exemplo, em função de sequelas de lesões pregressas. Quando um determinado músculo não recupera sua força após um período de desuso por lesão, certamente se estabelece um desequilíbrio muscular com músculos sinérgicos e antagônicos, gerando uma vulnerabilidade capaz de aumentar a probabilidade de aparecer uma nova lesão.


Assim, cria-se um verdadeiro círculo vicioso que só será quebrado quando corrigirmos o desequilíbrio muscular. Outra causa de desequilíbrios é o fortalecimento inadequado de determinados grupos por razões estéticas. O desequilíbrio muscular não afeta apenas a probabilidade de ocorrer lesões.

Para o corredor, uma musculatura desequilibrada compromete também a biomecânica e a eficiência da corrida, prejudicando sensivelmente o desempenho. Para evitar e corrigir desequilíbrios musculares, o atleta deve sempre se preocupar em procurar um profissional com formação acadêmica adequada para orientar a solicitação das avaliações para diagnóstico e tratamento individualizado.




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Motivos para poupar o atleta de jogos e treinos


Análises Subjetivas:


- Irritabilidade: notam se o atleta esta estressado, de mal humor.

- Insônia: A partir de relato dos atletas ou do médico, que podem dar a eles remédios para dormir.

- Diminuição do apetite: Através de relatos dos atletas.

- Decréscimo de eficiência mecânica de movimentos: Notado no treinamento Funcional


- Escala de Borg: Mensurar a intensidade da atividade física utilizando a percepção do indíviduo sobre a resposta de seu organismo frente ao estimulo aplicado. (Percepção Subjetiva).


- Escala de dor: A intensidade de uma dor é subjetiva, porém necessita de avaliação quantitativa para o seu diagnóstico e para o acompanhamento do seu tratamento


ESCALA DE DOR

0__1__2__3__4__5__6__7__8__9__10

0 Ausência de dor

 
1 a 3 Dor de fraca intensidade

 
4 a 6 Dor de intensidade Moderada

 
7 a 9 Dor de forte Intensidade

 
10 Dor de intensidade Insuportável



Análises Objetivas:


- Queda de peso Corporal sem motivo aparente

- Dosagem de CreatinoKinase (CK)


Essa medição é feita após jogos, com um aparelho que o atleta coloca o dedo e tira uma gota de sangue. Durante a pré temporada, cria-se a base-line dos jogadores (o número padrão do CK), Se há o aumento desse número após a partida, é um indicador que ele esta precisando de descanso.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jogadores da seleção desafiam os limites do corpo e jogam à base de analgésico





Não tem sido fácil suportar o calendário que praticamente emenda seleção brasileira, campeonatos estaduais e superliga. O tempo de descanso é mínimo.Para variar, quem sofre cada vez mais com as consequências são os jogadores.

     O uso de Voltaren 75 mg é constante e quase obrigatório entre a maioria dos atletas.

“Os veteranos não resistem, mas o que me chama atenção é o fato da molecada chegar no clube ‘estragada’da seleção e virar refém do Voltaren”.

O alerta é de um ex-jogador da seleção brasileira e que convive com o vôlei.

“Os treinos ainda podem ser administrados, mas sem o uso do medicamento não seria possível os caras jogarem na mesma intensidade”.



Murilo é um dos exemplos.

O jogador do Sesi sofre com dores no ombro, evita operar e não entra em quadra sem o uso de Voltaren.
Wallace, ex-jogador do Sesi, operou o ombro e voltou normalmente. Giba tem problema semelhante ao de Murilo e resistiu. Eleito melhor jogador do mundo em 2010, Murilo sabe que precisa operar, mas teme perder rendimento no futuro.



 
Sidão necessita dos mesmos cuidados no antebraço.

No RJX, Dante faz reforço nos joelhos, mas é outro que depende do remédio. Ficou 4 meses afsatado das quadras e precisa de um trabalho diferenciado.

Lucão essa semana fez importante exame para saber a gravidade da contusão na canela. Thiago Sens não está 100%.

Leandro Vissoto, no Ural Ufa da Rússia, e Henrique, no Minas, também precisam em momentos críticos de dor.

“Em dia de jogos eles tomam um comprimido a cada 8 horas. Sei disso porque pude conviver com isso durante anos da minha vida”, confirma o ex-atleta.

Wallace, revelação do vôlei brasileiro, está com 25 anos. Mas se quiser jogar por mais 10 anos terá que se cuidar:

“O Wallace é jovem, tem saúde, mas sofre muito com o ritmo dos treinos no clube e especialmente na seleção. É um crime treinar em aeroporto. Não existe limite e esse menino pode acabar estourando por dentro”, desabafa um profissional ligado ao Cruzeiro.

Embora o analgésico preencha todos os requisitos de uma substância dopante, a Wada, Agência Mundial Antidoping, diz que o Voltaren ainda não é condiserado doping.

A Fifa é contra esse procedimento para jogadores e médicos que não respeitam limites para mascarar a dor. Apesar do alerta, quase 40% dos jogadores que disputaram a Copa da África do Sul jogaram sob efeito de analgésicos.

“A prática não é ilegal, apenas acho que o uso regular de analgésicos é ruim e prejudicial aos atletas. A dor é sempre um sinal do corpo de que algo está errado. O risco de aumentar a lesão é enorme”, afirma o médico de um dos times favoritos ao título da superliga masculina.

Marcelo Negrão, campeão olímpico em 1992, sofreu com cirurgias ao longo dos 21 anos de carreira. O esgotamento do corpo alcançou Ronaldo Fenômeno.

Murilo, Vissoto, Lucão, Dante, entre tantos outros, demonstram profissionalismo, mas desafiam diariamente os limites do corpo.

A relação dos clubes com a seleção segue rigorsamente a mesma. Cada um protege seu lado e o atleta, aquele que decide e paga a conta, fica em segundo plano




Bruno Voloch



sábado, 1 de dezembro de 2012

Dupla de fisioterapeutas do Corinthians estreiam na seleção




Thiago, Dr Mauro e Rogério Lencione, em São Bernardo do Campo
(Foto: Gilberto Santos)

 Rogério Lencione e Thiago Inojossa, fisioterapeutas do SC Corinthians, estrearam pela seleção brasileira no amistoso diante a Colômbia, pelo Desafio Internacional de Futsal. Ambos se apresentaram no final desta semana, em São Bernardo do Campo (ABC), onde o Brasil bateu os colombianos pela contagem de 2 x 0.

No outro jogo da seleção realizado em Palmas, contra a mesma colombia o brasil ganhou por 3x0.

Além de Rogério e Thiago, Mauro Martinelli, médico do Timão também foi um dos integrantes da comissão técnica. Martinelli fez parte do grupo campeão mundial na Tailândia há uma semana.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Veto à fisioterapeutas provoca chiadeira na Fórmula 1

Os fisioterapeutas da Fórmula 1 foram surpreendidos na abertura do Mundial com a proibição de entrar no grid. A função destes profissionais passa por cuidados com bem-estar, preparação física, aquecimento muscular e hidratação dos pilotos, medidas importantes para melhorar a performance dos atletas nas desgastantes competições. No Bahrein, eles ficaram nos boxes por determinação de Bernie Ecclestone.


                          

"Alegaram que atrapalhamos as entrevistas, o que é ridículo. É algo que complica um pouco, porque agora tenho de fazer meu trabalho nos boxes, mas nada que seja dramático. Só é difícil entender por que tomaram a medida", queixou-se um fisioterapeuta que não quis ser identificado.

Devido ao problema, muitos pilotos estão determinados a fazer um "protesto silencioso", que deve começar na Austrália, domingo: após alinharem os carros no grid, eles voltarão aos boxes para fazer a preparação corriqueira com seus fisioterapeutas, boicotando as câmeras e as entrevistas para a TV. Assim, o tiro de Ecclestone sairia pela culatra.

O ex-piloto de Fórmula 1, Enrique Bernoldi, hoje na Stock Car, também critica a medida. "Eu acho errado os fisioterapeutas serem proibidos de estarem no grid, pois eram as únicas pessoas que estavam ali realmente para atender os pilotos. Seja com a bebida, guarda-chuva, gelo nas corridas quentes, banana e fora um incentivo por ser uma pessoa ligada, por estar sempre perto do piloto", protestou Bernoldi.

Possivelmente, mesmo quem não aderir ao protesto pelo veto ao livre acesso dos fisioterapeutas também deverão fazer preparação anterior a corerida dentro dos boxes. Isto porque, no Bahrein, os poucos pilotos que ficaram no grid foram impiedosamente cercados pelos cinegrafistas e público convidados e com livre acesso à área. Uma multidão que atrapalhou o vaivém dos mecânicos que acertavam detalhes nos carros.


Lancepress!



domingo, 18 de novembro de 2012

Brasil bate Fúria na prorrogação e conquista o hepta

A seleção brasileira sofreu muito, precisou ir para a prorrogação, mas venceu a Espanha por 3 a 2, neste domingo (18), em Bangcoc, e faturou o título do Mundial de Futsal da Tailândia. Depois de empate por 2 a 2 no tempo normal, Neto apareceu a 19 segundos para o fim do tempo extra, marcou seu segundo gol na partida, e se tornou o herói da conquista.

Foi o sétimo título mundial da seleção brasileira. Os dois primeiros, em 1982 e 1985, aconteceram quando a competição era organizada pela Federação Internacional de Futebol de Salão (Fifusa), e por isso a Fifa só reconhece os últimos cinco (1989, 1992, 1996, 2008 e agora em 2012).

                                  Simi Alemão Brasil Espanha Mundial de Futsal (Foto: Getty Images/Fifa)

A conquista deste domingo teve ainda mais significado por acontecer diante do principal rival brasileiro na luta pela hegemonia no futsal. A Espanha havia conquistado dois dos últimos três Mundiais e estava em busca de seu terceiro troféu. No entanto, como há quatro anos, quando venceu nos pênaltis os próprios espanhóis, o Brasil deixa a competição com o troféu.

Para chegar à final, a seleção do técnico Marcos Sorato passou pela primeira fase na primeira colocação do Grupo C, que tinha também Portugal, Japão e Líbia. Nas oitavas de final, 16 a 0 sobre o Panamá, e nas quartas, vitória difícil sobre a Argentina por 3 a 2, na prorrogação, após estar perdendo por 2 a 0. Na semifinal, a vítima foi a Colômbia, que caiu por 3 a 1.

Veja os gols da final abaixo:

video

Imagens tiradas do youtube


Espanha: Juanjo, Kike, Aicardo, Alemão e Fernandão. Entraram: Ortiz, Torras, Álvaro, Miguelin, Lozano, Borja e Lin. Técnico: Venancio López.


Brasil: Tiago, Neto, Gabriel, Simi e Fernandinho. Entraram: Ari, Rafael Rato, Vinicius, Jé, Falcão, Wilde e Rodrigo. Técnico: Marcos Sorato

domingo, 4 de novembro de 2012

Acidente Vascular Cerebral Isquemico no Esporte

No dia 30 de setembro a jogadora da Seleção Brasileira de Handebol, Daniela Piedade, sofreu um Acidente Vascular Cerebral Isquemico (AVCI) durante o aquecimento para a partida do clube que a atleta defende na Eslovênia.


A atleta começou a sentir dificuldades para falar e se movimentar, e em seguida desmaiou. Segundo boletim médico divulgado pela CBHB a atleta foi atendida imediatamente pela equipe médica presente no local e encaminhada por ambulância ao hospital.


Foram realizados exames de Tomografia Computadorizada sendo diagnosticado o “AVCI por um trombo na artéria cerebral média, acometendo uma pequena área do cérebro”, segundo a nota. A atleta se recupera bem e após 9 dias de internação, recebeu alta do hospital. Outros exames serão realizados para esclarecer as possíveis causas deste AVCI.

 AVC, popularmente conhecido como “derrame”, consiste na perda súbita da função cerebral em decorrência da interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro. Essa interrupçã do fluxo sanguíneo para o cérebro provoca morte de neurônios. Os efeitos deletérios de um AVC vão se correlacionar ao tamanho e área do cérebro. Cerca de 80% dos AVC são isquêmicos e 20% são hemorrágicos.



 
O AVC não é muito comum em atletas, porém na população em geral é bastante frequente. Os fatores que ocasiona o AVC em atletas não é ainda muito esclarecida. Alguns dos fatores que são relatados que podem ocasionar o AVC são:


Idade: O risco de AVC aumenta com o avançar da idade.

História familiar: O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior se um pai ou irmão teve um AVC antes dos 65 anos.

Sexo: homens têm um maior risco do que mulheres que não atingiram a menopausa.

AVC prévio ou ataque isquêmico transitório.

O ataque isquémico transitório (AIT) também é causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro. Os sintomas do AIT são semelhantes aos do AVC, excepto que os sintomas normalmente desaparecem dentro de alguns minutos. No entanto, AITs requerem atenção médica imediata, pois são um sinal de alerta importante


Fatores passíveis de modificação:



pressão alta;

doença cardíaca ;

tabagismo;

diabetes;

colesterol elevado;

inatividade física;

ingestão de álcool;

estresse.


Outros fatores, como o uso de contraceptivos orais, ou terapia de reposição hormonal podem aumentar o risco de acidente vascular.


Sintomas e complicações


Os sintomas do AVC aparecem repentinamente, sendo os cinco sintomas principais:


- paralisia repentina ou dormência da face, braço ou perna (normalmente em apenas um lado do corpo);

- perda súbita da fala ou dificuldade para compreensão;

- perda súbita da visão (muitas vezes em apenas um olho) ou visão dupla;

- súbita tontura ou perda de equilíbrio ou coordenação;

- dor de cabeça intensa e súbita, sem causa conhecida
 



Ft. Gabriela Borin

http://spallafisioterapia.wordpress.com/
www.brasilhandebol.com.br




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ciência promete prolongar carreira de veteranos e criar jogadores perfeitos

Tecnologia vai diferenciar genes responsáveis por velocidade, resistência e força, identificando talento dos atletas e facilitando a adaptação de treinos

Destaques do Campeonato Brasileiro de 2012, casos como os de Zé Roberto, Seedorf, Deco e Juninho Pernambucano - jogadores que mantêm um desempenho de alto nível apesar de terem mais de 30 anos - podem se tornar cada vez mais frequentes. Baseada em um mapeamento genético detalhado, a Ciência está cada vez mais perto de criar atletas perfeitos e de ajudar a prolongar a carreira de veteranos, evitando a queda de rendimento.

Para regular a performance física dos atletas, pesquisadores do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo, tentam identificar quais genes têm impacto nos resultados dos jogadores.


- A intenção é entender quais são os genes que modulam as funções fisiológicas no organismo, quais favorecem a resistência e quais favorecem a força e a potência muscular. O resultado também serve para identificarmos os genes que modulam a resposta do organismo ao treinamento físico, e isso pode ser utilizado para na reabilitação e na prevenção de doenças cardiovasculares - explica o fisiologista e especialista em genética Rodrigo Dias.

Trabalhando em parceria com os cientistas, membros da Polícia Militar são submetidos a exames de sangue antes e depois de passar pelo treinamento da corporação.

- A partir deste momento, nós conseguimos ter uma comparação do que eles eram previamente e o que eles se tornaram após o treinamento físico em termos de genética.

genética sportv repórter (Foto: Reprodução SporTV) Com a identificação genética, seria possível diferenciar os atletas com talento para praticar esportes que exigem velocidade dos que nasceram para as modalidades em que a resistência é essencial, além de ajudar a previnir lesões.

- Eu acredito que a genética contribuiria para detectar a propensão que o atleta tem de sofrer uma lesão. Nos já conhecemos algumas alterações genéticas que fazem com que um atleta tenha uma recuperação muito mais rápida do que outros - diz Rodrigo.

Com as informações genéticas dos jogadores, os clubes poderiam personalizar ainda mais os treinamentos de seus atletas, valorizando as características de cada um deles e chegando perto de criar o jogador perfeito.

No entanto, a nova tecnologia também poderia ser usada de maneira ilegal, como uma forma de doping. Uma vez identificados os genes responsáveis pela velocidade, força e resistência, seria possível introduzi-los em qualquer jogador para melhorar artificialmente os seus resultados.




     (Foto: Reprodução SporTV)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Respirar pela Boca prejudica o rendimento Atlético

Pessoas que respiram predominantemente pela boca, a chamada respiração bucal, tanto na inspiração quanto na expiração apresentam sensíveis quedas nos seus rendimentos esportivos.

Quando se respira pela boca, o ar não sofre filtragem, pré-aquecimento e umidificação como acontece com a respiração nasal. Infecções de amígdalas, adenóides, faringes e brônquios são muito freqüentes nessas pessoas.


O respirador bucal apresenta geralmente palato estreito e muito curvo, uma mordida aberta, lábios entreabertos, cabeça e pescoço inclinados para frente, tórax pouco desenvolvido, expressão de cansaço e sonolência. Têm diminuição da capacidade aeróbica e a mastigação prejudicada atrapalha a digestão.

O método mais moderno de correção chama-se “straight ware”, técnica especializada da ortodontia que fundamentalmente usa pequenos e bem adaptáveis aparelhos ortodônticos metálicos e plásticos que modificam a posição do palato duro (ou céu da boca). Em muitos casos, a correção é capaz de melhorar a capacidade aeróbica em 15% a 20%.


por: Dr. Osmar de Oliveira